Desemprego fica em 6,1% no trimestre até março, menor para o período desde 2012
População desocupada sobe 19,6% no trimestre, para 6,6 milhões, mas cai 13,0% ante março de 2025.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Taxa de desocupação de 6,1%, ante 5,1% no trimestre anterior e em linha com a expectativa de 6,1%
População desocupada em 6,6 milhões, 19,6% acima do trimestre anterior e 13,0% abaixo de um ano antes
Pessoas ocupadas somam 102,0 milhões, queda de 1,0% no trimestre e alta de 1,5% em 12 meses
O desemprego de 6,1% no trimestre até março foi informado pelo IBGE nesta quinta-feira. A mediana das previsões da Reuters era de 6,1%, segundo o InfoMoney.
Para quem tem dinheiro em renda fixa ou ações, o dado importa porque o emprego sustenta consumo e massa salarial, variáveis que o Banco Central acompanha na decisão da Selic. A taxa subiu 1 ponto percentual ante os 5,1% do trimestre anterior. Ainda assim, foi a menor para um trimestre encerrado em março desde o início da série, em 2012.
Desocupados somam 6,6 milhões, alta de 19,6% no trimestre
A população desocupada chegou a 6,6 milhões de desocupados, alta de 19,6% no trimestre. Isso equivale a 1,1 milhão de pessoas a mais procurando trabalho. Na comparação anual, o contingente recuou 13,0%, menos 987 mil pessoas.
O total de trabalhadores ficou em 102,0 milhões, queda de 1,0% no trimestre. Ante o mesmo trimestre de 2025, cresceu 1,5%, mais 1,5 milhão de ocupados.
Três atividades cortam mais de 870 mil postos no trimestre
Nenhum dos dez grupamentos de atividade aumentou o número de ocupados no trimestre. Três tiveram redução: Comércio (-1,5%, ou 287 mil), Administração pública (-2,3%, ou 439 mil) e Serviços domésticos (-2,6%, ou 148 mil). Juntos, perderam mais de 870 mil postos. “a redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento”, disse Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.
Informalidade recua para 37,3% da população ocupada
A taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, ou 38,1 milhões de trabalhadores. Ficou abaixo dos 37,6% do trimestre anterior e dos 38,0% de março de 2025. O emprego com carteira assinada sobe 1,3% em 12 meses, para 39,2 milhões no setor privado. Os trabalhadores por conta própria ficaram em 26,0 milhões, com avanço de 2,4% em 12 meses.