Tesouro dá aval a empréstimo de R$ 12 bi dos Correios com cinco bancos
Juros de 115% do CDI, abaixo do teto de 120%, e carência de três anos sustentam a operação com garantia da União.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 2 veículos. Como fazemos
Em resumo
Conselho dos Correios aprovou empréstimo de R$ 12 bilhões com Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa.
Operação depende de garantia da União; Haddad indicou aval possível até sexta-feira.
Plano prevê 15 mil desligamentos até 2027 e fechamento de 1.000 unidades; juros de 115% do CDI por 15 anos.
O Tesouro Nacional liberou o aval para o empréstimo de R$ 12 bilhões que os Correios negociam com cinco bancos. A análise técnica foi concluída nesta quinta-feira (18) e abre caminho para a negociação final dos contratos.
A operação envolve Caixa, Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4) e Santander (BCSA34). Para os bancos, a garantia da União funciona como um seguro público contra a inadimplência da estatal. O Tesouro já havia barrado uma proposta maior, o que empurrou os Correios para um desenho mais barato.
Juros de 115% do CDI ficam abaixo do teto de 120%
O crédito foi fechado com juros de 115% do CDI, abaixo do limite de 120% exigido para operações com aval federal. A estrutura prevê carência de três anos e prazo total de 15 anos.
Em dezembro, o Tesouro recusou uma proposta de R$ 20 bilhões a 136% do CDI, negociada com Citibank, BTG Pactual (BPAC11), ABC Brasil (ABCB4), Safra e Banco do Brasil. Segundo o Tesouro, a troca de proposta gera economia de quase R$ 5 bilhões em juros.
Prejuízo de R$ 6 bilhões até setembro sustenta o plano
Até setembro de 2025, os Correios acumulavam prejuízo de R$ 6 bilhões. Para tentar voltar ao lucro até 2027, a estatal apresentou um plano com três frentes:
15 mil desligamentos, sendo 10 mil em 2026 e 5 mil em 2027 por PDV
fechamento de 1.000 unidades de atendimento e centros operacionais
parcerias privadas para ampliar receita em encomendas
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, condicionou a liberação a mudanças monitoradas. "Estamos trabalhando há semanas nisso para garantir a sustentabilidade", afirmou. Ele não descartou novos aportes públicos em 2026.
Greve em 9 estados trava a frente trabalhista
Sindicatos mantêm greve em nove estados. O impasse gira em torno do vale-peru de R$ 2.500, que a gestão quer retirar. O TST tenta um acordo com reajuste de 5,13% pela inflação.
Com o aval técnico, as minutas contratuais seguem para negociação entre os bancos e a estatal, sob supervisão da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e do Tesouro.