MercadoEconomia
Ibovespa cede 0,50% e dólar sobe com Nasdaq em queda de 4%
Copom manteve Selic em 13,75% e elevou projeção do IPCA de 2026 para 5,6%
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Copom manteve Selic em 13,75% e elevou projeção do IPCA de 2026 para 5,6%
O Ibovespa virou para baixa e caía 0,50%, aos 166.726,11 pontos nesta quinta-feira, contaminado pelo tombo das bolsas de Nova York. O dólar à vista subia 0,50%, a R$ 5,479, no mesmo horário.
A queda apaga parte da recuperação de quarta-feira, quando o índice subiu 1,23% e interrompeu seis sessões seguidas de perdas. Para quem tem ações na B3, a pressão externa se soma à decisão do Copom, que parou o ciclo de cortes da Selic e revisou a inflação para cima.
Em Nova York, o Nasdaq caía 3,98%, a 24.711,68 pontos. O S&P 500 perdia 2,56%, enquanto o Dow Jones recuava 1,12%.
Segundo a Exame, a pressão vinha de ações de tecnologia e semicondutores. A vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos EUA acendeu preocupações regulatórias sobre inteligência artificial e centros de dados.
O Copom interrompeu cinco cortes consecutivos e manteve a taxa básica por unanimidade. As projeções para a inflação subiram:
Com a Selic nesse nível, o investidor de renda fixa mantém retorno alto, e empresas mais endividadas seguem sensíveis à pausa nos cortes. O comunicado não indicou quando o ciclo de redução será retomado.
A produção industrial caiu 0,8% em setembro, abaixo da retração de 0,2% esperada pelo mercado. O dado reforça os sinais de perda de ritmo da economia brasileira.
A C&A (CEAB3) liderava as altas com 8,08%, após divulgar balanço na véspera. Entre as maiores altas:
Na ponta negativa, a Tenda (TEND3) caía 12,51%. A CSN Mineração (CMIN3) recuava 5,73% e a WEG (WEGE3) perdia 3,54%.
Entre os papéis de maior peso, a Vale (VALE3) subia 0,87%. O Santander (SANB11) ganhava 1,90%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) recuava 0,36%.
Lula fala no domingo, 8, em pronunciamento nacional para reafirmar o compromisso com as metas fiscais.
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