Copom decide Selic na quarta sob petróleo acima de US$ 100
Petróleo acima de US$ 100 e fechamento do Estreito de Ormuz pressionam a inflação e dividem apostas sobre o tamanho do corte.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Barril de petróleo passa de US$ 100 com fechamento do Estreito de Ormuz, rota de 20% da demanda mundial
Copom decide a Selic na quarta-feira (18), com dúvida entre corte de 0,25 e 0,50 ponto
IPCA de fevereiro acima do esperado; Petrobras já reajustou o diesel
O Copom decide na quarta-feira (18) a Selic sob pressão do petróleo acima de US$ 100 e da guerra no Oriente Médio. A dúvida é se o corte será de 0,25 ou 0,50 ponto percentual.
A Selic define o rendimento de títulos públicos e o custo do crédito das empresas. Economistas ouvidos pelo Times Brasil apontam que petróleo caro pressiona a inflação e reduz o espaço para cortes mais agressivos. O IPCA de fevereiro veio acima do esperado, e a Petrobras (PETR3, PETR4) já reajustou o diesel.
Estreito de Ormuz fechado leva barril acima de US$ 100
O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da demanda mundial de petróleo, empurrou o barril acima de US$ 100. O petróleo subiu 40% no último mês, segundo o Times Brasil.
Antes da guerra, o consenso era de corte de 0,50 ponto na Selic. André Galhardo, da Análise Econômica, mantém essa projeção, mas vê menor espaço para um corte agressivo. Rodolpho Sartori, da Austin Rating, também aposta em 0,50, com comunicado duro do Copom. Juliana Inhasz, do Insper, diz que a pergunta deixou de ser quanto a taxa cairia e passou a ser se haverá queda.
Fed e BCE devem manter juros
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve deve segurar os juros, e a aposta é de primeiro corte só no fim do ano. Na Europa, o Banco Central Europeu deve manter as taxas diante do risco inflacionário do petróleo.
A China abre a semana com produção industrial e varejo. No Brasil, a agenda traz o IBC-Br e os estoques de petróleo dos EUA na quarta-feira.
Balanços de Sabesp e Itaúsa movem a semana
Investidores acompanham os resultados de:
Sabesp (SBSP3)
Itaúsa (ITSA3, ITSA4)
Natura (NATU3)
Marfrig (MBRF3)
Cemig (CMIG3, CMIG4)
Os balanços mostram como as empresas brasileiras chegam ao ambiente de juros reais elevados, embora em queda.