Em resumo
- Brent cruzou US$ 100 o barril nesta quarta-feira (9)
- Fluxo por Ormuz caiu de 8-9 milhões para menos de 2 milhões de barris por dia
- Goldman estima déficit global de petróleo de ~1 milhão de barris por dia no 3º tri, ante 7 milhões em março
O Brent superou US$ 100 por barril nesta quarta-feira (9), após ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita. Brent supera US$ 100 por barril com riscos para embarques no Mar Vermelho.
Para o investidor com JPMorgan (JPMC34) na carteira, o banco vê efeitos diferentes no petróleo e nos derivados. O JPMorgan afirma que o diesel concentrou a maior pressão, com margens de refino recordes em várias regiões.
Goldman eleva Brent para US$ 85 no fim de 2026
O Goldman Sachs subiu as projeções para o Brent. O banco passou a trabalhar com US$ 85 no fim de 2026. Para 2027, a projeção é de US$ 80. As duas ficaram US$ 5 acima das anteriores. A mudança adota a hipótese de transporte marítimo interrompido no Oriente Médio durante 2027.
As opções passaram a precificar 25% de chance de o Brent superar US$ 100. A aposta se refere a março de 2027. Um mês antes, a probabilidade era de cerca de 6%, calcula o Goldman. Goldman elevou projeções em US$ 5.
Déficit global recua para 1 milhão de barris por dia
O déficit global de petróleo caiu para aproximadamente 1 milhão de barris por dia no terceiro trimestre, estima o Goldman. Em março, o desequilíbrio era de cerca de 7 milhões de barris por dia. Déficit caiu para 1 milhão de barris.
Os estoques comerciais da OCDE tiveram reduções menores do que o previsto. Os estoques globais visíveis caíram mais de 500 milhões de barris desde o início do conflito, mas a maior parte da queda ocorreu em reservas estratégicas, petróleo em trânsito e estoques chineses.
A produção fora do Oriente Médio também compensou perdas. Estados Unidos, Canadá, Brasil, Guiana, Argentina e Venezuela somaram cerca de 2,3 milhões de barris por dia ante a média de 2025, segundo o Goldman. O volume no Estreito de Ormuz caiu para menos de 2 milhões de barris diários, informa o InfoMoney.
JPMorgan vê diesel sob maior pressão
O JPMorgan (JPMC34) diz que o redirecionamento dos fluxos, o uso gradual de estoques e o avanço da produção fora do Oriente Médio ajudaram a evitar uma crise de oferta maior. Consumidores e empresas reduziram o consumo com os preços altos.
Para a equipe de Natasha Kaneva, mesmo uma guerra mais longa que a curva futura não exigiria preços muito acima dos atuais. JPMorgan vê diesel sob maior pressão.
O Goldman calcula que ataques mais intensos em Ormuz e no Mar Vermelho poderiam cortar a produção média do Golfo em cerca de 4 milhões de barris por dia abaixo do nível pré-guerra. Nessa hipótese, o Brent poderia superar US$ 120. Brent poderia passar de US$ 120.
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