Em resumo
- Brent acumula alta de 55% em março, maior avanço mensal da história, a US$ 115,45
- WTI opera a US$ 101,17, alta de 1,5%
- Societe Generale vê barril a US$ 150 em abril se a oferta do Oriente Médio for interrompida
O Brent fechou a US$ 112,78 o barril nesta segunda-feira e caminha para a maior alta mensal desde 1988. A valorização de 0,2% na sessão veio depois de os houthis do Iêmen ampliarem a guerra e lançarem seus primeiros mísseis contra Israel.
A escalada chega ao bolso de quem acompanha juros e inflação. Ed Yardeni, presidente da Yardeni Research, afirma que os mercados já precificam petróleo e taxas elevadas por mais tempo, e que o bloqueio contínuo do Estreito de Ormuz pode aprofundar a queda das bolsas e elevar o risco de recessão.
WTI fecha acima de US$ 100 pela primeira vez desde 2022
O WTI subiu 3,3% e fechou a US$ 102,88, o primeiro fechamento acima de US$ 100 desde 2022. No mês, a alta é de 53%, o melhor desempenho desde maio de 2020. O Brent chegou a US$ 116,89 no início do pregão.
Os veículos divergem no tamanho da alta mensal do Brent. O Times Brasil aponta 55% e recorde absoluto desde a criação do contrato, em 1988, contra cerca de 57% calculados pela LSEG e citados pela InfoMoney. As duas séries concordam que o avanço supera os 46% de setembro de 1990, na Guerra do Golfo.
SocGen projeta barril a US$ 150 em abril
Analistas da Societe Generale calculam que uma interrupção prolongada da oferta no Oriente Médio pode levar o barril a US$ 150 em abril. Michael Haigh, chefe global de pesquisa em commodities do banco, diz que de 4 milhões a 5 milhões de barris por dia passam pelo Bab el-Mandeb.
Os houthis ainda não atingiram a navegação no Mar Vermelho, rota que responde por cerca de 15% do tráfego marítimo global. Robert Yawger, diretor de futuros de energia do Mizuho, estima que fechar a entrada sul do Mar Vermelho acrescentaria US$ 5 a US$ 10 por barril.
Trump ameaça poços de petróleo e Ilha de Kharg
Donald Trump disse ao Financial Times que sua opção preferida em relação ao Irã é "ficar com o petróleo" do país. Nesta segunda-feira, advertiu que os EUA podem destruir poços, usinas de energia e a Ilha de Kharg se Ormuz não for reaberto. David Roche, da Quantum Strategy, lembra que a ilha concentra cerca de 90% das exportações iranianas.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o mercado global de petróleo está bem abastecido, com mais navios atravessando Ormuz. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que as negociações com o Irã estão progredindo e que o discurso público do país difere do que é comunicado em particular.
Este texto foi escrito com IA a partir das fontes acima e pode ter erros. Confira os fatos nas fontes. Viu um erro? Avise a gente.