Juiz veta imóvel de garantia e BRB vê plano de capitalização travar
Banco não publica balanço há dois trimestres e ação BSLI4 cai 43% em 2026.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Justiça do DF bloqueia imóvel usado como garantia para empréstimo de R$ 6,6 bilhões
BRB está há dois trimestres sem publicar balanço financeiro
BSLI4 cai 43% em 2026, ante alta de 16% do Ibovespa
Um juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal proibiu o GDF de usar a Serrinha do Paranoá como garantia do empréstimo de R$ 6,6 bilhões do BRB (BSLI4). A decisão, de 23 de março, tirou um dos nove imóveis que sustentam o plano de capitalização do banco público de Brasília.
O BRB cancelou a assembleia de 17 de março que votaria o aumento de capital. Sem garantias aceitas na Justiça, bancos privados e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) recuaram das sondagens feitas pelo presidente Nelson de Souza, segundo apurou o NeoFeed com duas fontes da cúpula do banco. O FGC chegou a ser procurado para um empréstimo.
Lei suspensa e liberada até o mérito
Na semana anterior, o mesmo tribunal havia suspendido a lei distrital que autorizava o uso dos imóveis como garantia. Outro juiz retirou a suspensão, mas só até o julgamento do mérito da ação movida por ex-governadores do DF, entre eles o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB), que também protocolou uma CPI no Congresso para investigar o caso Master.
Balanço de 2025 não deve sair até 31 de março
O BRB não publica balanço há dois trimestres; o último é do segundo trimestre do ano passado. O resultado de 2025 depende do plano de capitalização e de uma resposta do liquidante do Banco Master sobre o fluxo das carteiras de crédito compradas.
O banco foi ao STF para receber os recursos, sob relatoria de André Mendonça, e não obteve resposta. Procurado, o BRB não respondeu aos pedidos do NeoFeed.
O Banco Central não pretende esticar prazos. “Se não cumprir plano de solução, o BC tem que liquidar o banco”, diz uma fonte do BRB. A liquidação não é cogitada pela direção do banco nem por técnicos do BC que acompanham o caso.
Rombo supera R$ 8 bilhões e ação cai 43%
O rombo do BRB passou de R$ 8 bilhões, acima da estimativa anterior de R$ 6 bilhões, segundo o próprio presidente. A operação Compliance Zero, da Polícia Federal, revelou em novembro de 2025 um suposto esquema de fraudes de mais de R$ 12 bilhões. Conselheiros indicados pelo GDF desistiram do cargo, inclusive Edison Garcia, que preside a CEB (CEBR3).
A ação BSLI4 cai 43% em 2026, ante alta de 16% do Ibovespa. O valor de mercado do BRB é de R$ 2,1 bilhões.
O balanço de 2025 tinha prazo até 31 de março, data que o banco não deve cumprir.