Petrobras trava US$ 17,84 bi em vendas de insumos à Braskem por até 11 anos
Nafta responde por US$ 11,3 bilhões do pacote, com volumes que chegam a 4,116 milhões de toneladas em 2026 e retirada mínima mensal obrigatória.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 5 veículos. Como fazemos
Em resumo
Nafta: US$ 11,3 bi, vigência de 5 anos, para São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul
Etano, propano e hidrogênio: US$ 5,6 bi, 11 anos, para o Rio de Janeiro
Propeno: US$ 940 milhões, 5 anos, a partir de 18 de maio
Petrobras (PETR4) e Braskem (BRKM5) assinaram contratos de longo prazo com valor estimado de US$ 17,84 bilhões. Os acordos substituem contratos perto do vencimento e garantem fornecimento de nafta, etano, propano, hidrogênio e propeno às plantas da petroquímica a partir de 1º de janeiro.
Para quem tem PETR4, os contratos travam demanda para derivados das refinarias e dão previsibilidade de receita por até 11 anos, com preços atrelados a referências internacionais. Do lado da Braskem, o pacote assegura matéria-prima nas unidades de São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Nafta responde por US$ 11,3 bi do pacote
O maior bloco é o de nafta petroquímica, que soma US$ 11,3 bilhões do total e vigência de cinco anos a partir de janeiro. O volume pode chegar a 4,116 milhões de toneladas em 2026. Em 2030, o teto sobe para 4,316 milhões, segundo o Times Brasil. O acordo prevê retirada mínima mensal obrigatória, com espaço para quantidades adicionais.
Contrato de 11 anos eleva volume a partir de 2029
O fornecimento de etano, propano e hidrogênio ao Rio de Janeiro soma US$ 5,6 bilhões em um contrato de 11 anos. Nos três primeiros anos, o volume fica em 580 mil toneladas anuais em eteno equivalente, saindo da Refinaria Duque de Caxias (Reduc). A partir de 2029, sobe para 725 mil toneladas por ano para atender à ampliação da Braskem, ainda em projeto.
O propeno das refinarias Reduc, Recap e Refap tem contrato de US$ 940 milhões, com início em 18 de maio, conforme o InvestNews. Os volumes contratados:
até 140 mil toneladas por ano na Recap;
100 mil toneladas na Reduc;
14 mil toneladas na Refap, subindo para até 60 mil ao longo do acordo.
A Petrobras classificou a operação como transação com parte relacionada e afirmou que os contratos foram fechados "em condições estritamente comutativas", apreciados pelo Comitê de Auditoria Estatutário, segundo a Suno Notícias.
Petrobras tem 36,1% do capital total da Braskem
A estatal já sinalizou que quer ampliar a influência sobre a petroquímica, da qual tem 36,1% do capital total e 47% do votante. A possível saída da Novonor do controle, com a entrada da IG4 Capital como sócia de referência, abriu espaço para a Petrobras ganhar mais poder de decisão, conforme apurou o Seu Dinheiro. A presidente Magda Chambriard já afirmou que a companhia busca aprofundar a integração com a Braskem.
As companhias informaram os termos em fatos relevantes enviados na quinta-feira (18), noticiados pelo InfoMoney. Os contratos de nafta, etano, propano e hidrogênio começam em 1º de janeiro de 2026; o de propeno, em 18 de maio.