Em resumo
- Kaiser Ng deixou o cargo de CFO; Justin Yek assumiu a função.
- Ataque em 29 de outubro resultou em roubo de US$ 6,3 bilhões em criptoativos.
- Binance disse ter recomposto 95% dos ativos afetados e retomado saques.
A Binance trocou o diretor financeiro Kaiser Ng por Justin Yek, nove dias após hackers roubarem US$ 6,3 bilhões. A empresa diz que a mudança foi planejada havia seis meses e não tem relação com a invasão de 29 de outubro.
Quem tem cripto na plataforma acompanha a troca no momento em que a corretora tenta retomar operações e refazer parte dos ativos desviados. A Binance afirmou que vai ressarcir integralmente os clientes afetados com recursos próprios, sem repassar o custo. Nenhuma conta de investidor no Brasil foi afetada, segundo a empresa.
Saída de Ng foi planejada havia seis meses
Ng estava no cargo desde janeiro de 2022, depois de trabalhar na Kraken, concorrente da Binance. "Kaiser Ng decidiu seguir um novo caminho após mais de cinco anos na Binance, com um plano de transição implementado ao longo do último semestre", afirmou a codiretora-executiva Yi He, conforme o InfoMoney. O prazo é anterior ao ataque. O Money Times informou que Ng deixou a empresa para tocar um novo empreendimento, e o Antagonista diz que a Binance não divulgou o destino dele.
Yek foi vice-presidente de finanças da Airwallex, de pagamentos, e antes chefiou banco de investimento em tecnologia no Sudeste Asiático do Morgan Stanley, segundo o Times Brasil. O anúncio saiu na Binance Square, rede social da própria corretora.
Ataque de 29 de outubro começou meses antes
Os invasores comprometeram computadores de funcionários com softwares maliciosos em downloads e falsas ofertas de emprego para engenheiros. O FBI atribuiu o roubo a um grupo norte-coreano, que negou a acusação. O BP Money identificou o grupo como TraderTraitor.
Recuperação chega a 98% dos ativos
A Binance informou em 2 de novembro que havia recomposto 95% do valor afetado. Em 4 de novembro, disse que o percentual chegava a 98% e que separou recursos para cobrir todas as perdas, segundo o BP Money.
O Antagonista relatou cobertura de cerca de 90% do valor roubado, abaixo dos 98% citados pelo BP Money. Dados da DefiLlama apontados pelo Times Brasil mostram retiradas de US$ 5,165 bilhões desde o ataque.
A corretora retomou os saques em 1º de novembro, de forma gradual, após suspensão para verificações de segurança.
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