Falha na B3 trava pregão por 3 horas e corta volume de derivativos à metade
Segunda interrupção em um ano, a pane ocorre às vésperas do primeiro balanço da B3 sob o comando do novo CEO, Christian Egan.
Redação brapi · Escrito com IA a partir de 1 veículo. Como fazemos
Em resumo
Interrupção de 31 de julho durou mais de três horas e reduziu volume de derivativos a 13,6 milhões de contratos
Retorno das ações da B3 incluindo dividendos era de cerca de 16% no ano até quinta, contra 9% do Ibovespa
B3 divulga resultado do 2º trimestre na terça, primeiro balanço sob CEO Christian Egan
Uma falha técnica paralisou a B3 (B3SA3) por mais de três horas em 31 de julho e cortou o volume de derivativos do dia à metade. Foi a pior interrupção da história do mercado brasileiro e a segunda em um ano.
Para o acionista, a pane testa a tese de monopólio que sustenta o papel. As ações caíram mais que o Ibovespa na semana do apagão, e a companhia chega ao balanço do segundo trimestre, o primeiro sob o novo CEO, Christian Egan, com concorrentes se preparando para entrar no mercado.
Derivativos somam menos da metade da média de julho
A B3 disse que teve problemas para processar dados após o pregão anterior, o que a levou a adiar a abertura do mercado. Na sessão de 31 de julho, um fim de mês normalmente movimentado, foram negociados 13,6 milhões de contratos de derivativos. O total ficou abaixo da metade da média diária de julho, e o volume em ações também veio inferior à média do mês, pelos dados da própria bolsa.
A causa da interrupção ainda não é pública. Segundo uma pessoa familiarizada com o assunto, o episódio resultou de uma combinação de problemas no processamento de operações com uma falha mais ampla no sistema. Em agosto de 2025, o Ibovespa já havia aberto mais de três horas depois do horário regular por um problema técnico.
"Em um monopólio, as empresas têm menos incentivos para melhorar", disse Fernando Siqueira, chefe de pesquisa da Eleven Financial.
A5X e Base Exchange preparam estreia para 2027
Uma mudança regulatória de 2022 deu à CVM diretrizes para autorizar novas bolsas, e duas empresas se movem para ocupar esse espaço. A Base Exchange, do Rio e apoiada pela Mubadala Capital, diz estar na fase final das autorizações para negociar ações, fundos imobiliários e ETFs. A A5X, com cerca de 200 funcionários, aguarda aval do Banco Central para testar sua bolsa de derivativos e espera começar a operar em 2027.
Tecnologia consome 3% da receita
A B3 destinou cerca de 3% da receita anual a tecnologia nos últimos anos, abaixo do pico de 5% no início da década, mostram suas demonstrações financeiras. Analistas do BTG Pactual (BPAC11) liderados por Eduardo Rosman escreveram em relatório que a pane reforça o peso da execução tecnológica conforme a concorrência avança. Mesmo com a queda da semana, o retorno das ações com dividendos era de cerca de 16% até quinta-feira, contra 9% do Ibovespa.
A B3 divulga o balanço do segundo trimestre na terça-feira.