Auren lucra R$ 354,7 milhões no 4º tri, ante prejuízo de R$ 363,6 mi
Alavancagem cai para 4,8 vezes o Ebitda, ante 5,7 vezes um ano antes, mesmo com dívida líquida de R$ 19,24 bilhões.
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Em resumo
Lucro líquido do 4T25: R$ 354,7 mi, contra prejuízo proforma de R$ 363,6 mi no 4T24
Ebitda ajustado do 4T25: R$ 1,01 bi (+13,5%); receita líquida: R$ 3,8 bi (+5,6%)
Alavancagem caiu para 4,8x, ante 5,7x um ano antes; dívida líquida de R$ 19,24 bi
A Auren Energia (AURE3) teve lucro de R$ 354,7 milhões no 4º trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 363,6 milhões de um ano antes. A base de comparação é o resultado proforma, que soma Auren e AES Brasil, comprada em 2024.
No ano fechado, a companhia ainda teve prejuízo de R$ 557,9 milhões, maior que os R$ 32,7 milhões de 2024. O vice-presidente de Finanças, Mateus Ferreira, atribuiu a linha à "influência importante do endividamento da companhia". A despesa financeira líquida caiu para R$ 432 milhões no trimestre, contra R$ 547,3 milhões um ano antes, conforme o InfoMoney.
Ebitda sobe 13,5% com indenização da Aneel
O Ebitda ajustado somou R$ 1,01 bilhão de outubro a dezembro, alta anual de 13,5%. No ano, chegou a R$ 3,97 bilhões, avanço de 19,9%. A indenização dos "Investimentos Prudentes" da época da Cesp, aprovada pela Aneel no fim do ano passado, acrescentou R$ 143 milhões ao Ebitda do trimestre.
A receita líquida trimestral foi de R$ 3,8 bilhões, 5,6% acima de um ano antes. Em 2025, somou R$ 13,18 bilhões, crescimento de 17,1%.
Dívida sobe a R$ 19,24 bi, mas alavancagem recua
A dívida líquida encerrou 2025 em R$ 19,24 bilhões, alta anual de 1,7%. A alavancagem recua para 4,8 vezes o Ebitda ajustado de 12 meses. Um ano antes, estava em 5,7 vezes, e no terceiro trimestre, em 4,9 vezes.
As sinergias de R$ 278,7 milhões com a AES superaram os R$ 250 milhões previstos pela empresa. Só no quarto trimestre, a economia com pessoal, materiais e serviços de terceiros foi de R$ 66 milhões. A disponibilidade média dos parques eólicos incorporados chegou a 95%, um ano antes do planejado.
Segundo o presidente Fabio Zanfelice, cada ponto porcentual de disponibilidade representa R$ 20 milhões a mais de receita nesses ativos.
Cortes de geração custam R$ 529,5 milhões
O curtailment, corte de geração renovável por razões sistêmicas, tirou R$ 529,5 milhões da companhia em 2025. A maior fatia, R$ 451,8 milhões, veio da fonte eólica. Os ganhos com modulação compensaram R$ 195,9 milhões, dos quais R$ 70,4 milhões no quarto trimestre.
O Times Brasil informou que a Auren aguarda a regulamentação da lei 12.269/2025, de 24 de novembro, que trata da compensação de parte desses cortes. O Ministério de Minas e Energia já realizou consulta pública sobre o tema.