Em resumo
- Lucro líquido: R$ 252 mi no 4º tri, +62% ano a ano
- Ebitda ajustado: R$ 619,4 mi, abaixo do consenso de R$ 673 mi
- Guidance 2026: Ebitda entre R$ 2,17 bi e R$ 2,24 bi
A Allos (ALOS3) teve lucro de R$ 252 milhões no quarto trimestre, alta de 62% sobre o mesmo período de 2024. A companhia é a maior operadora de shopping centers do país.
O lucro cresceu mais que o resultado operacional, e o Ebitda ficou abaixo do que o mercado projetava. Para quem tem a ação, os dois números apontam para o mesmo ponto: a operação melhorou, mas menos do que os analistas calculavam.
O Ebitda ajustado de R$ 619,4 milhões subiu 7,4% em um ano. Analistas esperavam R$ 673 milhões, segundo a LSEG.
Receita de R$ 798 milhões fica abaixo dos R$ 831 milhões previstos
A receita líquida somou R$ 798 milhões, 4,6% mais que um ano antes. A média das projeções do mercado era de R$ 831 milhões.
A companhia atribuiu o avanço do Ebitda ao projeto de simplificação iniciado após a fusão entre Aliansce Sonae e brMalls, que originou a Allos, e que cortou equipes e sistemas duplicados. "Esse projeto teve impacto mais forte no quarto trimestre e vai ter benefícios ainda ao longo de 2026", disse Daniella Guanabara, diretora financeira, à Reuters.
Vendas nas mesmas lojas sobem 3%, ante 6,6% um ano antes
As vendas dos lojistas chegaram a R$ 12,9 bilhões no trimestre, 5,1% mais que um ano antes. As vendas nas mesmas lojas subiram 3%, desacelerando ante o avanço de 6,6% no quarto trimestre de 2024.
O fluxo de caixa operacional (FFO) ficou positivo em R$ 465 milhões, alta de 2,3%. A margem recuou de 56,0% para 54,6%. O FFO por ação chegou a R$ 0,93, ganho de 3,9%.
Ebitda de R$ 2,17 bi a R$ 2,24 bi projetado para 2026
A Allos estima Ebitda de R$ 2,17 bilhões a R$ 2,24 bilhões em 2026. A alta seria de 4,8% a 8% sobre 2025.
Os investimentos devem somar de R$ 350 milhões a R$ 450 milhões neste ano. Em 2025, foram R$ 483 milhões, e o foco agora são projetos menores, como dividir espaços de lojas antigas em unidades para restaurantes e cafés.
Sobre desinvestimentos, Guanabara afirmou que o portfólio tem uma ou outra oportunidade, mas que a empresa não tem pressa, citando endividamento baixo e caixa saudável.
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